Fodasse, tenho saudades tuas, das chamadas, dos gozos... O que se passou para nos termos afastado tanto, consegues explicar-me?
(... e o facto de me esconderes coisas que não era necessário esconderes...)
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21.7.12
5.4.12
thirty-one
Sei que nem sempre faço o correto, nem sempre ajo da melhor maneira, nem sempre digo o que sinto, nem faço o que devia. Erro, erro muito... Faço asneiras, digo asneiras, e penso, acima de tudo, em muitas asneiras. Mas acho que nunca, em toda a minha vida, em 20 anos de vida, desejei tanto que um ano acabasse como desejo com este. E as pessoas acham-me completamente doida por pensar assim, mas a verdade é que é mesmo o que sinto, e sei que não é erro, porque sei que os verdadeiros, independentemente da distância, permanecerão, esteja onde eu estiver. Este ano ainda nem a meio vai e eu já fiz mil e uma asneiras, mil e um erros e criei mil e um problemas, tanto para mim como para a maioria das pessoas à minha volta, e sinto-me mal, sinto-me super triste comigo mesma por tratar as pessoas de uma maneira que não é a que eu quero, não é de todo a que eu gostava que me tratassem se os lugares fossem os opostos. Digam-me se estarei errada, serei eu a culpada de tudo? Para qualquer problema tem que existir pelo menos duas pessoas culpadas, mas eu sinto que tudo o que se passa, tudo o que acontece, tudo é culpa minha e não culpo mais ninguém, o que até é estranho da minha parte, porque toda a gente diz que me acho sempre dona da razão, e julgam-me por colocar sempre o orgulho acima de qualquer chatice, e de quando o ponho de parte ter de haver mesmo um motivo forte.
Falta muito para tudo isto acabar? Nunca me senti tão perdida como agora.
21.1.12
29.11.11
2.10.11
1.10.11
29.9.11
one
Parei... Parei para saborear aquele leve e doce sabor do vento, vento esse que se de debatia contra o meu corpo e fazia os meus longos fios de cabelo esvoaçar. Respirei aquele ar, aquela aragem doce e suave. Mas somente me trouxe lembranças.Inspirei-as e respirei-as. Por fim, devorei-as... Digeri-as... Ficou a dor. Só sinto o meu coração a dilacerar e a desfazer-se em mil e um cristais de puro amor. Agacho-me, abraço o peito, embalo-me... Tento acalmar a dor. Inspiro e expiro, mas só consigo respirar esse ar poluído por imagens que quero descartar. Abraço-me ainda com mais força. Deito-me no chão e a relva roça-me a cara. Acalma-me, apazigua-me... Volto a inspirar e volta a dor... Mas eu sou forte. Dói. Volto a agachar-me, insegura e lentamente. E, do mesmo modo, volto a colocar-me em pé. Volto a inspirar. Vacilo, mas não volto a cair. Respiro uma e outra vez. Inspiro as lembranças, expiro a dor.

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